quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Vaticano reconhece milagre atribuído a Irmã Dulce e prepara a beatificação

Anúncio do papa Bento XVI deve ser feito, no máximo, até o Natal, segundo dom Geraldo Majella. Com mais um ato miraculoso comprovado, ela será canonizada

Dezoito anos depois da morte de Irmã Dulce, na Bahia, a Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano reconheceu um milagre atribuído a ela. O anúncio de que Irmã Dulce se tornará beata foi feito ontem pelo cardeal arcebispo da Bahia e arcebispo primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo, que trabalhou nos últimos anos para que o milagre fosse reconhecido. A beatificação ainda precisa ser anunciada pelo papa Bento XVI.

“Certamente, o santo padre vai se pronunciar, no mais tardar, até o Natal”, disse, em entrevista ao Correio, dom Geraldo Majella. Segundo ele, a cerimônia de beatificação vai acontecer em Salvador, onde o corpo de Irmã Dulce está enterrado. Já no ano que vem, o processo de canonização deverá ser iniciado. Para isso, é preciso se estudar e confirmar mais um milagre atribuído a ela. O título de santa só poderá ser concedido depois que a Igreja Católica comprovar um novo milagre intercedido pela religiosa.

“Se Deus quiser, trabalharei por isso, a partir do ano que vem. Temos felizmente muitas graças atribuídas à Irmã Dulce. Hoje (ontem), depois de anunciada a aprovação do milagre, tive a oportunidade de me dirigir à igreja onde ela está enterrada e vi, no túmulo dela, várias fotografias de pessoas que se apresentam como miraculadas pela Irmã Dulce”, destacou o carderal arcebispo.

Irmã Dulce nasceu em 1914, em Salvador, e ficou conhecida por suas obras de caridade e assistência aos pobres. Com 13 anos de idade, ela começou a ajudar mendigos e enfermos. Foi quando tentou ingressar pela primeira vez no convento, mas não conseguiu devido à pouca idade.

Em 1932, já com 18 anos, Irmã Dulce ou o Anjo Bom da Bahia, como ficou conhecida, entrou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em Sergipe. Dois anos depois, retornou à Bahia, onde dedicou toda a sua vida a essas obras de caridade. Em 1991, cinco meses antes de morrer, ela recebeu o papa João Paulo II em seu leito de enferma.

A Igreja ainda não revelou o milagre pelo qual a Irmã Dulce se tornará beata. Segundo dom Geraldo, trata-se de um caso de cura ocorrido no interior da Bahia, “num lugar pequenino”. “Ainda não foi publicado o nome da pessoa que foi examinada, mas certamente dentro de algum tempo poderemos divulgar a identificação dessa pessoa”, disse.

Representantes das Obras Sociais de Irmã Dulce dizem que o milagre se refere à cura de uma mulher que chegou a ser desenganada pelos médicos depois de sofrer uma hemorragia pós-parto. Segundo o arcebispo, para se chegar à conclusão de que houve o milagre, uma comissão de médicos e especialistas examinaram a fundo o caso, e concluíram que a cura não pode ser explicada pela medicina.

Para dom Geraldo Majella, Irmã Dulce foi um exemplo de cristã, que viveu de forma “quase heroica”. “Irmã Dulce passou a vida fazendo o bem para os outros. Especialmente depois que ela morreu, sua obra se expandiu. Portanto, ela é um exemplo para toda a Bahia. É uma grande santa reconhecida por todos os baianos”, destacou.

PARA SABER MAIS

Como é o processo

Depois que o papa Bento XVI proclamar a Irmã Dulce beata, um novo processo será aberto para investigar a possível existência de mais um milagre atribuído a ela. Para haver a canonização, é necessário que dois milagres sejam confirmados. A investigação, conduzida pelo Vaticano, é iniciada pelo bispo da diocese onde a pessoa viveu. O primeiro passo é reunir material que possa comprovar a santidade, como anotações, relatos e pessoas que tenham sido beneficiadas pelo possível milagre.

O passo seguinte é a nomeação pelo bispo de um promotor da causa, responsável pela defesa do candidato a santo, e de um “promotor da fé”, para contrapor os argumentos. Os processos costumam demorar muitos anos e, às vezes, até décadas. No Brasil, o primeiro santo reconhecido foi Frei Galvão, em 2007.

Somente a Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano, formada pela mais alta cúpula da Igreja Católica Apostólica Romana, tem competência para declarar que uma pessoa morta é um santo. A decisão, ainda assim, precisa ser ratificada pelo papa, para que o processo de canonização seja concluído. O primeiro santo canonizado da história foi Ulrich, bispo de Augsburg, declarado santo pelo papa João 15, no ano de 993. (DA)

Diego Abreu
Publicação: 28/10/2010 08:48

VISITA PASTORAL MISSIONÁRIA - COMUNIDADES SÃO SEBASTIÃO(ATALAIA) E SANTA TERESINHA(ALEGRIA)

Acontecerá nos dias 06 e 07 de novembro nas Comunidades São Sebastião e Santa Teresinha nos povoados Atalaia e Alegria da Paróquia de Cristo Libertador as visitas missionárias. A programão das visitas esta sendo preparado pelo COMIPA da paróquia, onde o principal objetivo é levar a palavra e animar o povo de Deus que estão mais afastados.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

MORRE AOS 43 ANOS PE. JOAO SIRON DA DIOCESE DE CAMPO MAIOR

BARRAS (PI) – Faleceu aos 42 anos de idade o Padre João Siron (na foto de batina vermelha com uns papeis às mãos), vigário da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, de Barras. O Padre João Siron Monte de Oliveira faleceu na madrugada de hoje (25) em Teresina – PI. O corpo do padre foi velado na capela da Pax União, na Avenida Miguel Rosa em Teresina e foi levado para Castelo do Piauí, onde recebeu últimas homenagens foi sepultado.
Padre Siron comandou a Paróquia de São Miguel Arcanjo em São Miguel do Tapuio. Recentemente assumiu a Secretária Regional IV NE da CNBB, onde foi um dos coordenadores do Projeto África Moçambique – Lichinga, Projeto de Missão em Moçambique assumido pela CNBB, Regionais MA e PI em cooperação com toda a Igreja e forças Missionárias do Brasil, e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Barras/PI.
Siron completaria 43 anos no dia 03 de novembro próximo e há alguns meses sofria de neoplasia maligna no estômago. Seu velório em Castelo do Piauí acontece na residência do seu pai, na Rua Machado de Assis e é o grande um número de pessoas comparece ao funeral. O sepultamento do Padre João Siron acontecerá na tarde de hoje (25) no Cemitério do Bairro Piçarra, em Castelo do Piauí.
 A CNBB – Regional Nordeste IV recebeu com pesar a notícia do falecimento do Pe. João Siron, presbítero da Diocese de Campo Maior, vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Barras/PI, ex-Secretário Executivo da CNBB – Regional Nordeste IV, ocorrido neste domingo (24), Dia Mundial das Missões.
“Pe. Siron faleceu com 43 anos de idade, após um percurso de dez meses de debilitada saúde. Ao manifestar nosso pesar pelo falecimento de Padre João Siron, expressamos nossa solidariedade com todos os seus familiares, com a Diocese de Campo Maior (PI) e as Paróquias onde serviu como verdadeiro discípulo missionário, assegurando-lhes nossas orações. A Igreja no Piauí agradece a Deus pela bênção de ter contado, entre os seus, com este dedicado sacerdote, em nosso Regional, como Secretário Executivo. O corpo de Padre João Siron está sendo velado na cidade de Castelo do Piauí (PI), na Igreja Matriz. A Missa de exéquias será celebrada às 07 horas, do dia 25, segunda feira. Dai-lhe Senhor o eterno repouso. Brilhe para ele a vossa Luz.
Teresina, 24 de outubro de 2010
Dom Sérgio da Rocha Presidente da CNBB – Regional Nordeste IV”